Mais de 80% dos afogamentos no mar são em área com corrente de retorno, alerta Corpo de Bombeiros 01/02/2019 - 12:20
Por Marcia Santos
Jornalista PMPR
O mar é o maior atrativo para quem escolhe o litoral paranaense para se divertir com a família e amigos. No entanto, ele traz alguns perigos que não são de conhecimento comum e bem difíceis de identificar. Um deles é o fenômeno chamado corrente de retorno, também conhecido como “corrente de repuxo” ou “puxada”. A probabilidade de uma pessoa se afogar é maior se ela entrar no mar em local com esta característica, o qual geralmente está demarcado por placas de perigo colocadas pelos guarda-vidas.
Visando a segurança e o bem-estar dos banhistas, o Corpo de Bombeiros pede à população que se atente à sinalização e lembra que desde o início do Operação Verão Paraná 2018/2019 já foram registrados 776 salvamentos e 13 óbitos por afogamento no Litoral do estado. Um estudo constante no Manual de Salvamento Aquático do Corpo de Bombeiros do Paraná aponta que mais de 80% dos casos de afogamento estão relacionados às correntes de retorno.
A corrente de retorno é forte, estreita e rápida e geralmente é formada em regiões de águas rasas e com bancos de areia sedimentados aos lados dela (onde as ondas quebram). Ao voltar para o mar, as águas formam uma corrente por onde retornam rapidamente e levam consigo o que estiver naquela área (coisas ou pessoas). Sendo assim, se alguém decidir nadar ali, pode ser carregado e se afogar.
De acordo com o Comandante do 8º Grupamento de Bombeiros (8º GB) e Coordenador das ações dos Bombeiros no Litoral desta temporada, tenente-coronel Gerson Gross, não é muito fácil para o banhista observar este fenômeno. “Por isso nós sinalizamos com placas de perigo, mas se você observar um lugar sem ondas [olhando de fora], que esteja margeado por bancos de areia onde quebram ondas, ou próximo a costão rochoso, desconfie”, conta o coronel.
Ainda segundo o oficial, ao perceber que está numa situação crítica o banhista se desespera, entra em pânico e acaba se afogando. “É neste momento que ele deve manter a calma, manter a flutuação, sinalizar que está em dificuldades, não nadar contra a corrente e sim para um dos lados onde tem banco de areia [se tiver condições técnicas e físicas], nadar para a praia somente quando estiver fora da corrente, ou aguardar pelo resgate”, explica o tenente-coronel.
Os banhistas podem observar as correntes de retorno de um ponto mais alto do nível da água, como barranco, calçadão, prédios, etc., mas a dica do Corpo de Bombeiros é sempre frequentar as praias protegidas pelos guarda-vidas. “Todos os 13 óbitos por afogamento registrados neste ano foram em área não protegida por guarda-vidas”, conta o tenente-coronel.
ATUAÇÃO – Durante esta temporada o Corpo de Bombeiros no Litoral do estado conta com equipes do próprio 8º Grupamento de Bombeiros (GB) e com o apoio de efetivo de outros grupamentos do Paraná. Os bombeiros militares atuam em toda atividade de Defesa Civil, combate a incêndios, atendimentos pré-hospitalares, vistorias preventivas, dente outras, além das ações de guarda-vidas. Os profissionais estão capacitados e passaram por treinamentos anteriores antes da operação. As atividades continuarão até o final da Operação Verão Paraná.
Jornalista PMPR
O mar é o maior atrativo para quem escolhe o litoral paranaense para se divertir com a família e amigos. No entanto, ele traz alguns perigos que não são de conhecimento comum e bem difíceis de identificar. Um deles é o fenômeno chamado corrente de retorno, também conhecido como “corrente de repuxo” ou “puxada”. A probabilidade de uma pessoa se afogar é maior se ela entrar no mar em local com esta característica, o qual geralmente está demarcado por placas de perigo colocadas pelos guarda-vidas.
Visando a segurança e o bem-estar dos banhistas, o Corpo de Bombeiros pede à população que se atente à sinalização e lembra que desde o início do Operação Verão Paraná 2018/2019 já foram registrados 776 salvamentos e 13 óbitos por afogamento no Litoral do estado. Um estudo constante no Manual de Salvamento Aquático do Corpo de Bombeiros do Paraná aponta que mais de 80% dos casos de afogamento estão relacionados às correntes de retorno.
A corrente de retorno é forte, estreita e rápida e geralmente é formada em regiões de águas rasas e com bancos de areia sedimentados aos lados dela (onde as ondas quebram). Ao voltar para o mar, as águas formam uma corrente por onde retornam rapidamente e levam consigo o que estiver naquela área (coisas ou pessoas). Sendo assim, se alguém decidir nadar ali, pode ser carregado e se afogar.
De acordo com o Comandante do 8º Grupamento de Bombeiros (8º GB) e Coordenador das ações dos Bombeiros no Litoral desta temporada, tenente-coronel Gerson Gross, não é muito fácil para o banhista observar este fenômeno. “Por isso nós sinalizamos com placas de perigo, mas se você observar um lugar sem ondas [olhando de fora], que esteja margeado por bancos de areia onde quebram ondas, ou próximo a costão rochoso, desconfie”, conta o coronel.
Ainda segundo o oficial, ao perceber que está numa situação crítica o banhista se desespera, entra em pânico e acaba se afogando. “É neste momento que ele deve manter a calma, manter a flutuação, sinalizar que está em dificuldades, não nadar contra a corrente e sim para um dos lados onde tem banco de areia [se tiver condições técnicas e físicas], nadar para a praia somente quando estiver fora da corrente, ou aguardar pelo resgate”, explica o tenente-coronel.
Os banhistas podem observar as correntes de retorno de um ponto mais alto do nível da água, como barranco, calçadão, prédios, etc., mas a dica do Corpo de Bombeiros é sempre frequentar as praias protegidas pelos guarda-vidas. “Todos os 13 óbitos por afogamento registrados neste ano foram em área não protegida por guarda-vidas”, conta o tenente-coronel.
ATUAÇÃO – Durante esta temporada o Corpo de Bombeiros no Litoral do estado conta com equipes do próprio 8º Grupamento de Bombeiros (GB) e com o apoio de efetivo de outros grupamentos do Paraná. Os bombeiros militares atuam em toda atividade de Defesa Civil, combate a incêndios, atendimentos pré-hospitalares, vistorias preventivas, dente outras, além das ações de guarda-vidas. Os profissionais estão capacitados e passaram por treinamentos anteriores antes da operação. As atividades continuarão até o final da Operação Verão Paraná.